Depois de ter estado no Primavera Sound, a única coisa que (ainda) me passa pela cabeça é que borta é que isto deu pra aqui. Opá andavamos a correr entre os 4 palcos, abdicamos de alguns concertos - isto não se faz, feios -de mochila às costas com as tralhas, um bocadinho de chuva, um bocadão de frio, mas caramba se valeu a pena. Só levei a máquina no segundo dia. A minha vontade de fotografar é imensa, mas a de não morrer com dores nas costas também é grande e afinal não podia andar descansada com a máquina atrás, por isso as fotos são poucas.Ora bem, vamos aos concertos! Os concertos, aiii os concertos, demasiado bons. Era um mind blow concerto após concerto e acho que ainda não processei a coisa toda. Também não pus o sono em dia mas isso arranja-se! Podia por aqui fotos das reportagens que vi mas, what's the point? Props pros fotógrafos Hugo Lima e pra Rita Carmo que fizeram um trabalho bestial, como sempre!
Quinta comecei o festival com a Sky Ferreira. Tinha imeeeensa curiosidade em vê-la, mas foi um bocado meh. Foi competente mas faltou ligação com o público, ah e de uma luso-descendente esperava um obrigado decente sem mariquices e desculpas. O concerto das Haim foi das coisas que mais me surpreendeu neste festival. A pica delas é demais, a baixista é eléctrica e não havia quem não se mexesse lá com elas. Acabei o dia com Jagwar Ma, num ambiente bastante animado.
Sesta: ding ding ding, round two! Já consegui sentar-me na relva e ouvir Föllakzoid, gostei e recomendo! A seguir colei-me nas grades pra ver Warpaint, um dos concertos que mais queria ver. Adorei, aquelas cachopas são bestiais e fazem-me colar aos movimentos de todas elas, às vozes, opá, gimme more! Pixies vi muiiito cá atrás. Foi bom, mas não me deixou parva. Acabei a dançar com John Wizards e mais uma vez, parva da minha vida com Mogwai, que também queria ver.
Sábado, já cansada, só me apetecia ir de pijama pra lá (cada viagem casa-primavera era pelo menos 1h). Não conhecia Hebronix, mas tratei de os conhecer melhor quando cheguei a casa, aquilo pareceu-me meio surreal e é bem o que gosto. Mais tarde, não estava à espera do fabuloso concerto dos Yamantaka//Sonic Titan. O som é de outro mundo e, apesar de estarem no palco mais pequenito, deram um espectáculo muito melhor que alguns nos palcos principais. A sua maquilhagem e roupa, escolha de movimentos, tudo era tão cinematográfico, tão atraente! - aqui fiquei mesmo lixada de não ter levado máquina. A esta hora já estava blown away com os dois concertos e segui pra John Grant. Não vi até ao fim, pra tentar chegar perto do palco para ver The National, mas tive imensa pena, ó! Aquela criatura adorável, com ar de pescador de salmão do norte da Europa impressionava a cada minuto, especialmente com a forma adorável de pronunciar azulejos. Ok, já vamos em três concertos que me tinham deixado k.o. The National começa bem, fica óptimo e passa a surreal. Aquele Matt sabe bem o efeito que tem no público, a maneira como se mexe intensifica as canções e quando o pessoal já se estava a passar, ele vem pra nossa beira, lá pro meio, e quando dou por mim sou levada numa corrente de centenas de pessoas que não sabiam a borta que tinha dado aqui. Saímos do concerto sem reacção, nem me lembro de Speedy Ortiz e a coisa só nos bateu umas horas depois.











O festival estava muito bem organizado, as filas eram curtas e despachavam-se, não tinha muita gente e não me sentia esmagada (o que é ótimo pra não panicar), casas-de-banho em bom estado, pipocas, algodão-doce e montes de tralhas como toalhas de piquenique, cata-ventos ou máscaras à pal - sou uma vendida e gosto de tralhas!
Acabei o festival nos baloiços de madeira com a Rita a pensar: caramba, tenho que voltar!
Hey! This post is about the music festival Nos Primavera Sound, here in my hometown Porto.