13 de junho de 2016

As analógicas que andaram de avião

Há dias mandei revelar dois rolos e qual é o meu espanto e vejo que se aproveita quase tudo! Muitas vezes as fotos ficam queimadas ou escuras, desfocadas ou simplesmente não resultam. Estas fotos tinham um peso diferente porque eram fotos de vários sítios em que estive de férias e queria muito muito muito as fotos analógicas preservadas.

Não editei estas analógicas, e geralmente não o faço, porque gosto do resultado natural delas. As fotos analógica têm um ar quase poético e quero deixa-las assim. Sou uma miúda com a cabeça na lua e com um filtro analógico nos olhos, as fotos desta forma parecem mostrar as coisas como as vejo :)


Porto, 2015


Mouraria - Lisboa, 2015





Gerês, Dezembro 2015




Porto,  entre Janeiro e Março 2016















Madrid, Março 2016










Paris, Maio 2016









Rock in Rio - Lisboa, Maio 2016




2 de junho de 2016

365 Maio



o Furão Barroso!









O horto mais aleatório de sempre, com velharias e estátuas de animais e lenha e piscinas - mal vi as plantas









Maio foi o mês do início do fim. Dramático, I know. Durante este mês começaram a sair da loja vários vestidos (olá baile de finalistas) e podem ver alguns detalhes de alguns nas fotos acima. Também começou o reboliço dos mercados de verão com a minha marca Jinger's por isso fins-de-semana nem vê-los.
Mas nem tudo foi drama. Passei uns dias em Paris e tive a sorte de ver sítios e peças de arte que tanto gosto! Em breve trarei o post com as fotos. Uma semana depois fui ver Queen e passado uns dias recebi as minhas fotos analógicas que tanto esperava :)
Agora falta Junho, com as churrascadas, copos à beira do rio, música boa e fotos bonitas!

22 de maio de 2016

My melancholy blues

É domingo à noite e só por isso já justifico este peso nos olhos. Não é sono, é a ansiedade que vem de antecipar os dias desta semana que se espera cansativa e chata e apressada. Esta e a próxima. E a próxima.
É domingo à noite e ainda há pouco era fim de tarde. Cheguei a casa e deitei-me na cama, com a janela meia aberta para ver que ainda era dia - não me habituei ainda a este horário de Verão com temperatura de Outono. Liguei o computador e corri uma lista de blogs que já fazia tempo que não os visitava. «Não ando a fazer nada», pensava, « tinha tantas ideias e nem sei onde anda o papel onde as escrevi.». Não tenho grande coisa para mostrar e muitas vezes os esforços são ingratos.
É domingo à noite e a semana foi uma loucura. Já há meses que não me deitava ao domingo, no meu quarto a ouvir música. Sempre o fiz, mesmo ficando com a sensação que tinha desperdiçado o meu domingo. Tenho saudades de ter querer ouvir coisas novas. Agora só me apetece os sons da zona de conforto. Ponho Queen a tocar, a My Melancholy Blues está em loop. O concerto deles com o Adam foi há dois dias e parece tão distante. Nunca pensei que pudesse ver o Brian e o Roger ao vivo, fui uma sortuda naquela noite. 
É domingo à noite e penso que devia tomar banho, pintar as unhas, por um creme, arrumar o quarto e ver que roupa vou usar amanhã, com este tempo bipolar. Devia por na agenda tudo o que tenho pra fazer, mas decido adiar tudo para amanhã de manhã, acordo mais cedo. Mal penso nisso percebo logo que é má ideia, vou adormecer. Mas consigo fazer em 15 minutos o que faria em meia hora, por isso encolho os ombros perante esta decisão já condenada ao fracasso.
É domingo à noite, estou deitada e só me levanto para ir à casa-de-banho e comer alguma coisa no limite, quando estou mal disposta. Apetecia-me que a casa estivesse vazia e que o jantar se fizesse num piscar de olhos. Talvez devesse usar o tempo de cozinhar para fazer o que devia, mas a gula é maior. Talvez prepare um post novo no blog. Talvez pegue na máquina fotográfica. Ok, o mais certo é comer imenso, deitar-me outra vez a ver uma série qualquer e queixar-me que não devia ter comido tanto.
É domingo à noite, mas amanhã é segunda-feira de manhã.



Alfred Eisenstaedt - Goodbye at Pennsylvania Station, 1944

É domingo à noite, mas andei a semana toda obcecada com esta foto.


16 de maio de 2016

People of Madrid

Uma das coisas que mais gosto nas cidades são as pessoas, os seus comportamentos, como andam, como olham para os cartazes na rua, como conversam, como tomam café sozinhas... isto é tudo uma forma bonita de dizer que sou meia stalker., ups! Isso, aliado a adorar fotografia de rua, calha sempre em alguma fotos curiosas nas minhas viagens. Um dos meus sítios preferidos são os museus, a forma curiosa com que as pessoas investigam os detalhes das obras de arte, como coçam o queixo/barba/cabeça interrogando-se sobre o seu significado (ou só porque têm comichão), enfim, não paro de olhar. Este post é a segunda e última parte da saga de Madrid.