1 de julho de 2015

365' Junho

Tenho saudades de ter um diário. Tive diários desde a primária até ao fim do 9º ano e agora que penso, acho que teria sido super porreiro ter continuado até então não só pela ideia do registo mas por me obrigar a escrever. Sinto-me super desajeitada a escrever, não sei organizar as ideias e acho que teria melhorado imenso se continuasse, da mesma forma que insisti a fotografar. Costumava ''escrever'' prosa, poesia, músicas, banda desenhada - não que fosse boa, mas ao menos não tinha grande medo de arriscar, fazia as coisas sem pensar e pronto, as dúvidas dão cabo duma pessoa não é? Curiosamente, foi também no fim do 9º que deixei de ler avidamente como fazia e desde então que me sinto muito ignorante nesses lados. 
Desde que entrei na faculdade de letras que, como devem calcular, conheci imensa gente virada para as letras e admirava-lhes esse jeito para escrever. Dois desses amigos meus têm um jeitaço do carago, um num lado mais pra ficção, outro num mais introspectivo - um dia falo-vos mais sobre eles. Anyways, como conheço as minhas limitações, nunca me estico muito aqui, mas quando dou um passo maior, vou lhes sempre pedir ajuda, a ver se o texto soa bem, se soa ''à Inês'' e se não tá demasiado coloquial. 
Como continuo a escrever a medo e sem grande vontade para mostrar, fica o meu diário em fotos, o costume. 


Na cozinha lá de casa










o bom do calor é ter peixe assado cá fora





25 de junho de 2015

Analogicamente falando


Já há um ano que tinha 3 rolos pra revelar (ainda tenho um desgraçado a ganhar pó). Havia sempre qualquer coisa que me esgotava o dinheiro e isto ia sempre ficando pro fim, but no more! 

O primeiro rolo que revelei foi uma experiência com o filme 110 nesta câmara.

Resultado? Isto





Imeeeensa foto lixada, péssimo uso do iso e pior julgamento da quantidade de luz da coisa. Pronto aprende-se é assim e eu quis trazer isto pra quem tá a começar com fotografia analógica e pode ficar meio desanimado caso obtenha resultados manhosos.

Agora, fui revelar um Fujifilm p&b 400, acho, e o resultado é bem melhor! Já estou mais habituada à máquina por isso a coisa lá se safou.
São fotos de Agosto e Setembro de 2014, em Quarteira, Sta Maria da Feira e Porto















18 de junho de 2015

Olha a cereija gorda!

Vila Real, Resende, Mesão Frio, Lamego e terrinhas. Cerejas à beira da estrada, roubadas duma cerejeira perdida, vinho aos potes e gado em todo o lado. O norte é um bocado isto, ruas com campos e vinhas por todo o lado, um rio a espreitar aqui e uma harmonia visual imensa entre terras. No sábado e domingo passados andamos um bocadinho por todo o lado e a uma certa altura já nem sabia bem onde estava de tanta semelhança que via (e de um cansaço jeitoso no corpo). O norte também é comida boa, sem dúvida nenhuma, e parte dessa comida são os bolos, broas e enchidos - posso ir morar pra Lamego um bocadinho?
As fotos são poucas, o tempo não inspirava nada mas o passeio foi bom.