Nunca tinha ido a Sintra. Nunca fui de visita de estudo, excursão, passeio de família ou algo do género. Quando fui a Lisboa, eu e a Rita fizemos logo planos para tratar desta minha falha. Lá fomos, cientes que tudo lá era um roubo às nossas magras carteiras mas hey, a gente vai e mete-se.
Sintra é aquilo que toda a gente diz e mais alguma coisa. É imensamente bonita, histórica e cheia de plantas, cafés catitas e ruas muito nossas. Pena pena é não ser para o meu bolso. Vi online o preçário para os vários sítios e embora não me chocasse, frustrou-me. Ficava bem mais barato almoçar numa esplanada do que visitar um palácio. Não que eu acho que o edifício não mereça essa entrada, mas sinto-me alienada das coisas do meu país porque não as posso pagar - puxando a brasa à minha sardinha, não posso ter livre acesso a estas coisas por ser historiadora de arte? Até percebo que estes espaços precisem de dinheiro - um país onde os apoios à cultura mostram o nosso avanço mental - admira-me como muito heroicamente conseguem manter estas coisas abertas, não em Sintra, mas em lugares menos turísticos.
Tristezas à parte, valeu bem o dinheiro que me custou entrar na Quinta da Regaleira (6€ normal, visita livre). Passei o dia com aquela piada à pai ''estou regalada'' e a cada passo, uma foto. Sem grandes turistas naquela segunda-feira, conseguimos andar sem grande movimento porque multidões, só mesmo se for preciso, blhec.
