18 de junho de 2015

Olha a cereija gorda!

Vila Real, Resende, Mesão Frio, Lamego e terrinhas. Cerejas à beira da estrada, roubadas duma cerejeira perdida, vinho aos potes e gado em todo o lado. O norte é um bocado isto, ruas com campos e vinhas por todo o lado, um rio a espreitar aqui e uma harmonia visual imensa entre terras. No sábado e domingo passados andamos um bocadinho por todo o lado e a uma certa altura já nem sabia bem onde estava de tanta semelhança que via (e de um cansaço jeitoso no corpo). O norte também é comida boa, sem dúvida nenhuma, e parte dessa comida são os bolos, broas e enchidos - posso ir morar pra Lamego um bocadinho?
As fotos são poucas, o tempo não inspirava nada mas o passeio foi bom.


















11 de junho de 2015

Sintra

Nunca tinha ido a Sintra. Nunca fui de visita de estudo, excursão, passeio de família ou algo do género. Quando fui a Lisboa, eu e a Rita fizemos logo planos para tratar desta minha falha. Lá fomos, cientes que tudo lá era um roubo às nossas magras carteiras mas hey, a gente vai e mete-se.
Sintra é aquilo que toda a gente diz e mais alguma coisa. É imensamente bonita, histórica e cheia de plantas, cafés catitas e ruas muito nossas. Pena pena é não ser para o meu bolso. Vi online o preçário para os vários sítios e embora não me chocasse, frustrou-me. Ficava bem mais barato almoçar numa esplanada do que visitar um palácio. Não que eu acho que o edifício não mereça essa entrada, mas sinto-me alienada das coisas do meu país porque não as posso pagar - puxando a brasa à minha sardinha, não posso ter livre acesso a estas coisas por ser historiadora de arte? Até percebo que estes espaços precisem de dinheiro - um país onde os apoios à cultura mostram o nosso avanço mental - admira-me como muito heroicamente conseguem manter estas coisas abertas, não em Sintra, mas em lugares menos turísticos. 
Tristezas à parte, valeu bem o dinheiro que me custou entrar na Quinta da Regaleira (6€ normal, visita livre). Passei o dia com aquela piada à pai ''estou regalada'' e a cada passo, uma foto. Sem grandes turistas naquela segunda-feira, conseguimos andar sem grande movimento porque multidões, só mesmo se for preciso, blhec.



























7 de junho de 2015

Serralves em Festa 2015

Há coisa de 3 anos pra cá que todos os anos digo em Serralves ''pró ano não volto! isto tá sempre cheio carago''.E todos os anos volto. Porque os amigos combinaram, porque um amigo tem uma parte no programa ou porque, este ano, a minha irmã (de peruca rosa) ia dançar. E fui, cedinho, no domingo na hora de almoço, focada em estender a manta no relvado onde ela ia dançar e assistir apenas a isso. Fui sem expectativas, sem ver o programa e sem saber de nada. Ao chegar vejo que Ghettoven ia actuar antes da minha irmã e lá dou um salto ao ''Ténis'' - valeu-me um pseudo escaldão no peito e costas. A caminho da apresentação dela dei uma olhada na exposição do museu e voltei para o ''We are all stories in the end'', do Ricardo Ambrósio, apresentado pela turma do 2º ano de dança do Balleteatro. Pedi que não me contasse nada, só sabia que cada um tinha uma personagem - queria saber ao ver o espetáculo. Não tenho uma narrativa linear para deixar aqui, nem vale a pena, deixo as fotos.